Quanto custa energia solar, afinal?
Não existe um preço único para energia solar. O valor de um sistema fotovoltaico é calculado a partir de quanta energia você consome e de quanto o sistema precisa gerar para compensar essa conta.
Por isso, a forma mais honesta de falar de preço é em reais por watt-pico (R$/Wp) instalado. Como referência média de mercado, nosso simulador de energia solar usa cerca de R$ 3,50 por Wp, já considerando equipamentos, instalação, projeto e homologação. Esse número varia conforme a marca dos equipamentos, o tipo de telhado e o tamanho do sistema.
Sistemas maiores costumam ter um custo por Wp menor, porque parte dos custos (projeto, deslocamento, homologação) se dilui na potência total.
Quais fatores definem o preço de um sistema solar?
Na prática, o orçamento de energia solar é a soma de vários itens. Os principais são:
- Consumo de energia: quanto maior a média de kWh na sua conta, maior a potência necessária.
- Potência do sistema (kWp): define quantos módulos serão instalados. É o fator que mais pesa no preço.
- Módulos fotovoltaicos: potência, eficiência, garantia e fabricante mudam o valor.
- Inversor ou microinversor: o inversor string é mais comum e econômico; o microinversor custa mais, mas trabalha módulo a módulo, o que ajuda em telhados com sombra parcial ou várias orientações.
- Tipo de telhado e estrutura: telha cerâmica, fibrocimento, metálica, laje ou solo exigem estruturas de fixação diferentes.
- Projeto, homologação e mão de obra: projeto elétrico, ART, pedido de acesso junto à concessionária, instalação e comissionamento.
- Adequações elétricas: às vezes é preciso trocar o padrão de entrada ou ajustar o quadro de distribuição.
Exemplo: quanto custa energia solar para uma conta de R$ 500?
Vamos a um exemplo usando as premissas médias do simulador do site, pensadas para o interior de São Paulo:
- Conta de luz de R$ 500 por mês, tarifa de R$ 0,95/kWh, ligação bifásica.
- Irradiação média de 5,0 kWh/m² por dia e performance ratio de 0,80.
- Módulos de 610 Wp, com cerca de 2,7 m² cada.
Com esses dados, o consumo fica em torno de 526 kWh por mês. Para compensar essa energia, o sistema estimado é de aproximadamente 4,27 kWp, ou seja, 7 módulos, ocupando perto de 19 m² de telhado.
A economia estimada fica perto de R$ 4,6 mil por ano, já descontando o custo de disponibilidade (a taxa mínima que continua sendo cobrada) e aplicando um fator de compensação de 0,85, que representa o efeito da cobrança do Fio B prevista na Lei 14.300.
Lembre-se: é uma estimativa de referência. O valor final depende do projeto, dos equipamentos escolhidos e das condições do seu telhado. Para ver o seu caso, use o simulador com a sua conta.
Em quanto tempo o sistema se paga (payback)?
Payback é o tempo que a economia na conta de luz leva para pagar o investimento. No exemplo acima, o retorno estimado é de cerca de 3,2 anos.
Depois disso, a economia vira ganho. Como módulos fotovoltaicos costumam ter vida útil de décadas, o sistema segue gerando por muitos anos após se pagar.
O payback muda conforme:
- o valor da tarifa de energia (quanto mais cara, mais rápido o retorno);
- a orientação e a inclinação do telhado e a presença de sombras;
- o quanto da energia é consumida no momento da geração;
- o custo final do sistema e a forma de pagamento.
Vale a pena financiar energia solar?
Muitos bancos e cooperativas oferecem linhas de crédito específicas para energia solar. A lógica é simples: se a parcela do financiamento ficar próxima ou abaixo da economia mensal na conta, o sistema praticamente se paga sozinho durante o contrato.
Antes de fechar, compare o custo efetivo total (CET) do financiamento, e não apenas a taxa de juros. Juros altos aumentam o payback. Se possível, simule pagamento à vista e parcelado para decidir com números na mão.
Energia solar tem custos depois da instalação?
Sim, mas são baixos. Os principais custos recorrentes são:
- Limpeza dos módulos: poeira e sujeira reduzem a geração. A frequência depende do local; em áreas com muita poeira, pode ser necessária com mais frequência.
- Manutenção preventiva: inspeção de conexões, estruturas, proteções e do inversor.
- Monitoramento: acompanhar a geração pelo aplicativo do inversor ajuda a identificar falhas rapidamente.
- Custo de disponibilidade: a taxa mínima da concessionária continua existindo (equivalente a 30, 50 ou 100 kWh para mono, bi ou trifásico).
Ao longo da vida do sistema, o inversor é o componente com maior chance de precisar de troca, por isso vale observar a garantia oferecida.
Como comparar orçamentos de energia solar?
Comparar só o preço final é o erro mais comum. Coloque os orçamentos lado a lado e verifique:
- Potência em kWp e geração estimada em kWh/mês: um sistema mais barato pode simplesmente ser menor.
- Marca e modelo dos módulos e do inversor, com as garantias de cada um.
- Projeto elétrico e ART: o sistema precisa de um responsável técnico habilitado. Desconfie de ofertas sem projeto ou sem ART.
- Homologação inclusa: quem faz o pedido de acesso à concessionária e acompanha a vistoria.
- Estrutura e proteções: tipo de fixação, string box ou proteções equivalentes, aterramento.
- Pós-venda: monitoramento, suporte e manutenção.
Na Scarpim Engenharia, o serviço de energia solar em Piracicaba e região inclui projeto, homologação, instalação e monitoramento, com ART no CREA-SP.
Perguntas frequentes
Quanto custa energia solar para uma casa?
Depende do consumo. Como referência, o simulador do site usa cerca de R$ 3,50 por Wp instalado. Para uma conta de R$ 500 por mês, o sistema estimado fica em torno de 4,27 kWp, mas o valor final depende do projeto e dos equipamentos.
Energia solar zera a conta de luz?
Não totalmente. Continua existindo o custo de disponibilidade (taxa mínima) e, para quem pediu acesso depois de janeiro de 2023, parte do Fio B passa a ser cobrada de forma gradual. Mesmo assim, a redução na conta costuma ser grande.
Microinversor é melhor que inversor string?
Não existe melhor em todos os casos. O microinversor é vantajoso em telhados com sombras ou várias orientações, enquanto o inversor string costuma ser mais econômico em telhados uniformes. O projeto indica a melhor opção.
Preciso trocar o padrão de entrada para instalar energia solar?
Nem sempre. Em alguns casos o padrão atual atende; em outros, a concessionária exige adequação, por exemplo quando a potência do sistema é incompatível com a ligação existente. Isso é verificado na fase de projeto.
O simulador substitui um orçamento?
Não. O simulador dá uma estimativa com premissas médias. Um orçamento considera o seu telhado, sombras, orientação, padrão de entrada e equipamentos, e por isso o valor pode ser diferente.